Por Uma Intelectualidade Cristã!







quarta-feira, 13 de março de 2019

COMENTÁRIOS SOBRE AS TENTAÇÕES QUE JESUS SOFREU NO DESERTO


         

         A Tradição da Igreja já deve ter dado muitas explicações e interpretações satisfatórias a respeito das tentações que Cristo sofreu no deserto. Sem querer ir contra qualquer interpretação autorizada gostaria, no entanto, de tecer alguns comentários que me ocorrem. Se eu disser apenas o que já foi dito contento-me com haver refletido sobre o assunto e repetido as verdades católicas; mas se eu errar em algo desde já renuncio ao erro e me submeto à interpretação correta dada pela Igreja.
            As tentações do Demônio parecem, à primeira vista, bem pueris: transformar pedras em pães; se lançar do alto do templo; adorá-lo. Elas só adquirem um significado profundo quando são vistas como paradigmas ou como símbolos universais das tentações que o homem sofre neste mundo. Outra coisa que faz com que soem pueris é o fato de serem apresentadas ao próprio Deus que é por essência imutável e incorruptível. Acredito que o mistério da Encarnação estava escondido para o Demônio; esta seria uma forma de explicar sua ousadia. Corrobora essa hipótese o uso, nas duas primeiras tentações, da condicional “Se és Filho de Deus...” como se estivesse provocando e ao mesmo tempo sondando. Outra coisa que chama a atenção é a fraca retórica utilizada pelo tentador: apresenta as tentações de modo simples e direto, bem diferente dos longos diálogos sofísticos que emprega quando tenta os homens. Talvez a razão dessa fraca retórica seja o modo categórico e inapelável com que Jesus responde; Ele não dialoga com o Demônio, Ele o vence. Isso nos ensina a não dialogar com as tentações e nos mostra que se o Demônio é muito mais desenvolto conosco é porque não nos dispomos, muitas vezes, a respondê-lo com a decisão necessária.
            As duas primeiras tentações mais parecem provocações; já a última se afigura muito mais séria: a proposta de um pacto, de uma troca. E nesta diferença entre as tentações mostra-se algo característico das investidas diabólicas: o uso de rodeios para chegar aonde realmente quer. Olhando por este ângulo parece claro que aquilo que o Demônio principalmente queria está expresso na última tentação: ser adorado.
            Nas duas primeiras tentações o Diabo pede um voltar-se desordenado para si mesmo; um envaidecer-se; uma demonstração de poder etc.: “Se és Filho de Deus...” são as tentações do orgulho. Na última pede uma humildade às avessas: pede para que Jesus se submeta a um outro, no caso ao próprio Demônio. Aqui se nota novamente um “crescendo”: do culto de si mesmo para o culto ao Tentador. O culto de si mesmo se dirige para o culto satânico; e se nem sempre o orgulho humano desemboca no satanismo explícito, não se pode negar que na soberba já há, ao menos implicitamente, um pacto com o adversário. Assim como o bem verdadeiro nos leva para a fonte de todo o bem, o orgulho nos leva para o primeiro orgulhoso.
            É de se notar que o Tentador oferece bens temporais nas três tentações. Por que não oferece bens eternos? Não é ele um grande mentiroso? Não costuma oferecer o que não pode dar? Por que então, nesse ponto, parece haver nele certa sinceridade ao não oferecer um bem infinitamente mais perfeito? Poderia, por exemplo, oferecer o Paraíso em vez de reinos com suas glórias efêmeras. Contudo não há sinceridade no pai da mentira; bem diversa é a razão que o leva a oferecer apenas bens temporais. Se oferecesse bens eternos acabaria por inocular certa boa vontade no homem, fazendo-o tender para o sobrenatural, fazendo-o preferir a beatitude que só Deus pode dar; voltar-se-ia então contra si mesmo e acabaria por fazer o homem voltar-se para Deus. O Demônio parece assim obrigado a oferecer as quimeras passageiras deste mundo cheio de ilusões; por isso os erros que propaga sempre desembocam no materialismo. Nosso Senhor, pelo contrário, vence todas as tentações citando Deus e apontando para os bens eternos: “Não só de Pão vive o homem...Não tentarás o Senhor teu Deus... e só a Ele servirás”.
            A natureza angélica é mais perfeita que a natureza humana. Rebaixando-nos ao mundo natural, o Demônio nos coloca em desvantagem e nos vence inexoravelmente; não é sem razão que Nosso Senhor venceu as três tentações fazendo referência a Deus, pois Deus pode nos elevar ao plano sobrenatural da Graça, o que não nos impedirá de sermos tentados, mas teremos ao nosso lado a Santíssima Trindade, Nossa Senhora, São José, os Santos todos, São Miguel, São Rafael, São Gabriel, o nosso anjo da guarda e todos os demais anjos da corte celeste. Assim o desfecho das tentações sofridas por cada membro do corpo místico será o mesmo que tiveram aquelas que sua adorável cabeça sofreu no deserto.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Vossa Senhoria Morrerá


            “Pensa na morte e não pecarás” aí está um famoso e muito importante adágio católico. De fato para pecar é preciso certo esquecimento: é preciso estar esquecido da morte e não só da morte, mas dos novíssimos em geral: morte, juízo, inferno e paraíso.
            A certeza da morte deve ser levada mortalmente a sério, mas não é o que acontece. Levam-se a sério bagatelas e ilusões quase sempre incertas, mas a morte, certíssima, cai no esquecimento. A fraqueza humana não suporta com facilidade tais considerações: para os materialistas afigura-se, em geral, como uma lembrança dolorosa e inútil; para os que possuem a verdadeira Fé, a meditação sobre a morte traz, para a maioria, a perspectiva aterradora do juízo e para alguns (santos ou portadores de grande progresso espiritual) traz a alegria proveniente da grande esperança que possuem de se unirem finalmente a Deus.
            A vida é um drama. Não se pode considerar seriamente o quão crucial ela é e permanecer com o semblante ameno. Uma vez salvo, salvo para sempre; uma vez perdido, eternamente perdido. Quão marcante, quão profunda e quão difícil essa verdade! Quão arriscada a vida! Riscos e oportunidades imensos escondidos a cada instante: riscos de cair no pecado; oportunidades de acolher as graças de Deus; riscos de deixar o pensamento em futilidades ou coisas más; oportunidades de permanecer na presença de Deus e de rezar jaculatórias. A cada instante, a cada situação, por triviais que pareçam, encontram-se sempre um abismo horrendo aos nossos pés e uma glória infinita acima de nós.
            Uma coisa é saber uma verdade por uma fraca notícia, outra bem diferente é impregnar-se dela mediante constantes e repetidas meditações. A morte revela o quão decisiva é a vida, quem nela medita (na morte) descobre grandes coisas porque a grandiosidade do momento da morte está, na verdade, presente em cada instante da vida, mas de maneira escondida; escondida pelo demônio, pelo mundo e pela carne.
            Dom Quixote, famoso personagem de Cervantes, recobra a lucidez no momento da morte; retratando assim a experiência bem difundida de que no momento da morte muitos acontecimentos de nossa vida nos aparecem sob uma nova luz. Que Deus nos dê a graça de uma lucidez sobrenatural e que então possamos viver tendo diante dos olhos esse momento crucial em que entraremos para a eternidade. Viveremos então com um sábio temor, o contrário da presunção; e com uma doce esperança, o contrário do desespero.

Observações: uma obra que me causou grande impressão a respeito da questão aqui tratada é Preparação Para a Morte: Considerações Sobre as Verdades Eternas de Santo Afonso Maria de Ligório, aproveito para indicá-la. E a seguir uma meditação de São Francisco de Sales contida no seu livro Filoteia:

“Preparação
1. Põe-te na presença de Deus.
2. Pede a Deus a sua graça.
3. Imagina que te achas enfermo, no leito de morte, sem nenhuma esperança de vida.
Consideração
I. Considera, minha alma, a incerteza do dia da morte. Um dia sairás do teu corpo. Quando será? Será no inverno ou no verão ou em alguma outra estação do ano? No campo ou na cidade, de noite ou de dia? Será dum modo súbito ou com alguma preparação? Será por algum acidente violento ou por uma doença? Terás tempo e um sacerdote para te confessares? Tudo isto é desconhecido, de nada sabemos, a não ser que havemos de morrer indubitavelmente e sempre mais cedo que pensamos.
II. Grava bem em teu espírito que então para ti já não haverá mundo, vê-lo-ás perecer ante teus olhos; porque então os prazeres, as vaidades, as honras, as riquezas, as amizades vãs, tudo isso se te afigurará como um fantasma, que se dissipará ante tuas vistas. Ah! Então haverás de dizer: por umas bagatelas, umas quimeras, ofendi a Deus, isto é, perdi o meu tudo por um nada. Ao contrário, grandes e doces parecer-te-ão então as boas obras, a devoção e as penitências, e haverás de exclamar: Oh! Por que não segui eu esta senda feliz? Então, os teus pecados, que agora tens por uns átomos, parecer-te-ão montanhas e tudo o que crês possuir de grande em devoção será reduzido a um quase nada.
III. Medita esse adeus grande e triste que tua alma dirá a este mundo, às riquezas e às vaidades, aos amigos, a teus pais, a teus filhos, a um marido, a uma mulher, a teu próprio corpo, que abandonarás imóvel, hediondo de ver e todo desfeito pela corrupção dos humores.
IV. Prefigura vivamente com que pressa levarão embora este corpo miserável, para lançá-lo na terra, e considera que, passadas essas cerimônias lúgubres, já não se pensará mais de todo em ti, assim como tu não pensas nas pessoas que já morreram. “Deus o tenha em sua paz” — há de dizer-se — e com isso está tudo acabado para ti neste mundo. Ó morte, sem piedade és tu! A ninguém poupas neste mundo.
V. Adivinhas, se podes, que rumo seguirá tua alma, ao deixar o teu corpo. Ah! Para que lado se há de voltar? Por que caminho entrará na eternidade? — É exatamente por aquele que encetou já nesta vida.
Afetos e resoluções
1. Ora ao Pai das misericórdias e lança-te em seus braços. Ah! Tomai-me, Senhor, debaixo de vossa proteção, neste dia terrível, empenhai a vossa bondade por mim, nesta hora suprema de minha vida, para torná-la feliz, ainda que o resto de minha vida seja referto de tristezas e aflições.
2. Despreza o mando. Já que não sei a hora em que hei de te deixar, ó mundo; já que esta hora é tão incerta, não me quero apegar a ti. Ó meus queridos amigos, permiti que vos ame unicamente com uma amizade santa e que dure eternamente; pois, para que unir-nos de modo que seja preciso em breve romper esses laços?
            Quero preparar-me para esta última hora; quero tranquilizar minha consciência; quero dispor isso e aquilo em ordem e predispor-me do necessário para um passamento feliz.

Conclusão
            Agradece a Deus por estas boas resoluções que te fez tomar, e oferece-as à Divina Majestade; suplica-lhe que, pelos merecimentos da morte de seu Filho, te prepare uma boa morte; implora a proteção da Santíssima Virgem e dos santos. Pai-Nosso, Ave-Maria.”[1]


[1] Peguei a meditação do site https://rumoasantidade.com.br/filoteia/capitulo-13-meditacao-sobre-morte/ para não precisar digitar, mas conferi com o livro que tenho em casa e fiz algumas correções.  A edição que tenho em casa é Vozes, 2012. (Vozes de Bolso)

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

POR QUE VOSSA SENHORIA NÃO REZA O TERÇO?


         Dedico este artigo aos católicos que conhecem o Rosário, já ouviram falar abundantemente de seus benefícios e estão convencidos deveras de que essa arma é poderosa; não obstante, desgraçadamente, não possuem o hábito de rezá-lo todos os dias.
            Não pretendo ofender, mas exortar; não ferir, mas ajudar na cura; não julgar, mas auxiliar em um exame de consciência sobre este ponto.
            Não é possível imaginar alguma justificativa plausível para essa negligência em certos casos. Veja:
1- Acredita Vossa Senhoria que o terço é um meio seguro de alcançar a salvação?
Resposta: Sim.
2- Reza então Vossa Senhoria o terço todos os dias?
Resposta: Não.
            Acredito que as duas perguntas acima reflitam o caso de muitos. Confesso que tenho dificuldade em entender tal fenômeno, e sinto diante dele certa indignação. Mas a indignação por si só nada resolve, é preciso tentar entender os problemas e apontar, na medida de nossas capacidades, algum remédio. Creio que refletir sobre essa negligência e chamar a atenção para ela já seja, de certa forma, uma parte da solução.
            Para os que já possuem certa caminhada no catolicismo; conhecem a crise pós conciliar pela qual a Igreja passa; ouviram palestras sobre o Rosário; ouviram inúmeras recomendações para que se o reze; enfim, para os que possuem uma consciência amplamente esclarecida a esse respeito, o fenômeno se apresenta ainda mais insólito. Para esses tais a condescendência ainda poderia talvez encontrar justificativas para não rezar o Rosário completo (os quinze mistérios), posto que um pouco árduo; para não haver adquirido tais e tais virtudes, por se tratar de difíceis aquisições; para não se confessar com freqüência, pois é preciso fazer o exame de consciência, procurar um padre etc. Entretanto, por maior que seja a condescendência, não é possível justificar com facilidade o fato de ainda não haverem sequer adquirido a prática do terço (cinco mistérios) diário.
            Será cegueira? Preguiça? Falta de Fé? Tudo isso ao mesmo tempo? Podem ter certa influência, mas não creio que sejam as causas principais; não se forem consideradas pelo prisma puramente natural. Cegueira? Não o creio. Há pessoas que conhecem bem o poder do terço, ao menos conhecem teoricamente e esse conhecimento teórico já seria o suficiente para que abraçassem essa prática tão simples e ao mesmo tempo tão poderosa. Preguiça? Não pode ser! Duvido muito! Pessoas ativas, trabalhadoras, solícitas e que conhecem o terço e seus benefícios, mas não o rezam. Falta de Fé? Pouco provável. Não é preciso uma Fé tão firme para abraçar essa prática tão salutar. As pessoas às quais me refiro talvez possuam Fé muito mais que o suficiente para rezar o terço todos os dias e ainda assim não o rezam.[1]          
            Há algo, no entanto, que podemos afirmar com certeza: o arqui-inimigo do homem odeia o Rosário. Apontar o Diabo como causa de um mal é um truísmo. Há, no entanto, truísmos que precisam ser constantemente relembrados. Que o terço é uma arma poderosa também é um truísmo para muitos, e quão poucos agem de acordo com essa obviedade! O Demônio esforça-se para afastar as pessoas da piedosa prática de rezar o terço. E para isso usa de mil e um estratagemas. Cega a pessoa? Cega-a, evidentemente. Mas não de qualquer cegueira, mas de uma cegueira particularmente diabólica que deixa permanecer a inteligência que serve ao mundo e faz não ver um palmo na frente do nariz no que se refere à vida espiritual e ao fim último do ser humano. Faz a pessoa ter preguiça? Sim. Mas não qualquer preguiça, mas uma preguiça particularmente diabólica que deixa permanecer um ânimo excepcional para divertimentos e afazeres variados, mas produz uma languidez mórbida no que se refere à salvação da alma. Obviamente o demônio utiliza-se também de nossa natureza decaída, que é célere para as coisas do mundo e extremamente lenta para as coisas de Deus.
            Há muito que progredir na vida espiritual e no amor a Deus. Rezar apenas um terço por dia não é o ideal; rezar o Rosário inteiro (quinze mistérios) é mais perfeito. E isso ainda não é tudo. Uma série de outras coisas pode ser feitas e um grau muito alto de perfeição pode ser alcançado pela graça de Deus. Mas é possível dizer que a partir do Rosário poder-se-ão alcançar todas essas outras coisas necessárias para a vida espiritual. E para não ficar isso baseado nas minhas palavras, cito agora uma obra intitulada “O poder admirável do Santo Rosário”[2]:

            “Vejamos os benefícios que São Luís Maria Grignion de Montfort nos aponta, entre outros, para os que rezam o Rosário e ao mesmo tempo meditam seus Mistérios:
1. Obteremos de Deus toda espécie de graças;
2. Nossas almas serão purificadas do pecado;
3. Venceremos nossos inimigos;
4. Teremos mais facilidade na prática da virtude;
5. Seremos mais abrasados no amor de Jesus Cristo;
6. Seremos insensivelmente elevados ao perfeito conhecimento de Jesus Cristo;
7. Seremos habilitados a pagar nossas dívidas para com Deus e os homens.
            (Cfr. Obras de San Luis Maria Grignion de Montfort, El secreto admirable del Santissimo Rosario, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid,1954, p. 353).
            Transcrevemos a seguir as promessas feitas por Nossa Senhora a São Domingos de Gusmão e ao Beato Alano de la Roche:
1. A todos aqueles que recitarem devotamente o meu Rosário, eu prometo minha proteção toda especial e graças imensas.
2. Quem perseverar na recitação do meu Rosário receberá graças assinaladas.
3. O Rosário será uma armadura muito poderosa contra o inferno; ele destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias.
4. O Rosário fará florescer as virtudes e as boas obras e obterá para as almas as misericórdias divinas as mais abundantes; ele substituirá dentro dos corações o amor de Deus ao amor do mundo, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos. Quantas almas se santificarão por este meio!
5. Quem se confiar a mim através do Rosário, não se condenará jamais.
6. Quem recitar piedosamente o meu Rosário, contemplando os seus mistérios, não será prostrado pelo mal. Se for pecador, ele se converterá; se for justo, ele crescerá em graça e se tornará digno da vida eterna.
7. Os verdadeiros devotos do meu Rosário serão ajudados na hora da morte com os socorros do Céu.
8. Aqueles que recitam o meu Rosário encontrarão durante sua vida e na hora da morte a luz de Deus, a plenitude de suas graças e participarão dos méritos dos bem-aventurados.
9. Eu livrarei prontamente do purgatório as almas devotas do meu Rosário.
10. Os verdadeiros filhos do meu Rosário gozarão uma grande glória no Céu.
11. Aquilo que for pedido através do meu Rosário, será alcançado.
12. Aqueles que propagarem o meu Rosário serão socorridos por mim em todas as suas necessidades.
13. Eu obtive de meu Filho que todos os confrades do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na morte, os santos do Céu.
14. Aqueles que recitam fielmente o meu Rosário são todos meus filhos bem amados, irmãos e irmãs de Jesus Cristo.
15. A devoção ao meu Rosário é um grande sinal de predestinação.”

            Depois tomar nota de todos esses benefícios e promessas e refletir sobre eles, não seria grave negligência manter-se ainda afastado dessa prática tão salutar? É a pergunta cuja resposta deixo ao encargo dos meus leitores. Tudo o que fazemos deve ser para a maior glória de Deus. De minha parte fico feliz de poder contribuir um pouco para o Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo e, sinceramente, ficaria feliz se porventura um só dos que lêem este artigo fizerem o propósito de iniciar prontamente a prática de rezar um terço ou o Rosário completo (melhor ainda) todos os dias. Minha alegria seria ainda maior se logo ao terminar de lê-lo fosse imediatamente rezar o Rosário. Aos que tomarem tão feliz decisão peço que me incluam em suas orações. Salve Maria!


[1] Somente Deus pode alcançar essas consciências e saber o que exatamente se passa nessas almas, o que faço aqui é apenas uma sondagem mais ou menos provável.

[2] Liga do Santo Rosário.