domingo, 6 de abril de 2014

Vida intelectual - continuação



Simplificar
           
O intelectual, devido à natureza de sua tarefa, deve velar para manter uma vida simples, tanto interiormente, quanto exteriormente. Para isso precisa renunciar ao luxo, aos tumultos de toda ordem, às frequentações sociais excessivas, etc.
            A mulher do intelectual deve ajudá-lo nessa empresa, pois as brigas podem ser fatais para o bom andamento de uma obra. As crianças, embora atrapalhem às vezes, podem ser um grande sinal de esperança, integridade, inocência e alegria.

Guardar a solidão

            Uma das questões essenciais para a busca da verdade é o cultivo da solidão e do silêncio. Devemos valorizar a solidão e o silêncio e desprezar a dispersão advinda da multidão e do burburinho.
            Quando cultivamos a solidão nos aproximamos de nós mesmos e no conhecemos melhor, além de organizarmos melhor as nossas ideias, o que não se consegue fazer se vivemos em contatos sociais exagerados, sempre agitados pelo tumulto do século.
            Nenhum sábio ignorou a lei que nos impõe o silêncio e a solidão como atitudes que dispõe melhor nossa alma para o encontro e contemplação da verdade. Lembrando que a solidão não é o isolamento.
            De preferência manter contato com amigos que também estudem, para que assim se possa trocar ideias e aproveitar bem o tempo. Lembrando que mesmo em contato com os homens deve-se guardar um espírito de recolhimento e de oração.

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